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Vinagre ou Agrin PDF Imprimir E-mail
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Por Administrador   
24/08/2005
Se alguém notou ultimamente que a maioria das embalagens de vinagre vêm com o termo "AGRIN" em destaque no rótulo e não sabe porque isto está acontecendo, "explico-lhe"!

Recentemente a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Abastecimento publicou duas Instruções Normativas (Normas). A primeira definiu os teores e nomes dos compostos acéticos: vinagre puro e agrin. Conhecidos genericamente como vinagre. A segunda obrigou os fabricantes de vinagre a distinguir no rótulo o conteúdo da embalagem, se é agrin ou vinagre puro.

Mas qual a polêmica? Na verdade o que nós consumimos desde 1890, e não é pouco, são mais de 165 milhões de litro/ano, é um produto tecnicamente conhecido como agrin. O agrin é um composto formado por fermentados acéticos de alcool (90%) e vinho (10%), portanto não é vinagre! A palavra vinagre vem do francês "vin aigre", que significa vinho ácido portanto feito exclusivamente de vinho.

Os preços do agrin nas prateleiras variam de 50 a 90 centavos de Real, muito barato. Já o vinagre é produzido exclusivamente a partir do fermentado 100% puro de uva, de frutas (maçã, limão, acerola), de cereais (arroz, trigo) ou de cana-de-açúcar, pode ter seu preço final médio por volta de 2,50 Reais.

Os vinagreiros do mercado tiveram que escolher entre tentar convencer o consumidor a aceitar um aumento de mais de 200% no litro do produto ‘puro’ ou mudar os rótulos indicando que se trata do agrin e não de vinagre. Adivinhem o que os marketeiros de plantão fizeram para tentar tirar proveito da situação. Colocaram a informação de maneira que parece que o nosso bom e velho vinagre melhorou, pois é, marketing é isso aí!

A Vinagres Castelo Ltda, de Jundiaí (SP), que é líder com 30% de participação no mercado, lançou no mercado uma linha "Clássica", composta por vinagre puro e adaptou os rótulos dos mistos colocando a expressão agrin. Segundo a Castelo, "O brasileiro prefere o sabor do agrin, uma vez que ele é mais suave que o do vinagre, segundo testes realizados com consumidores".

Cá pra nóis, o povo tá é acostumado a mais de cem anos com um produto de nome errado, que quando prova o verdadeiro estranha.

Uma outra empresa de Caxias do Sul (RS), A PNS, diz que a lei veio para alertar o consumidor sobre qual produto ele está comprando e se o preço pago por ele é justo.

O lado bom é que a informação, antes oculta, agora etá disponível e visível. Então é só esperar mais um pouco para que a população em geral entenda que aquele "AGRIN" estampado no rótulo do "vinagre" está lá, não como se fosse älgo a mais", mas sim para dizer que o conteúdo daquela garafinha, na verdade "não é vinagre".

Estamos melhorando, mas há outras ainda há o caso do "Aceto Balsâmico di Modena" ou vinagre balsâmico, que não é balsâmico e não é de Módena na Itália. Trata-se de uma mistura de vinagre (ou agrin) e melaço de cana. Como está na moda, sempre tem um espertinho tirando vantagem da situação e o povo, muitos que se acham gourmets, também caem na arapuca.

Querem saber, acho que vou temperar minha salada com limão...

Mário Firmino

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